EXPOSIÇÕES
2026 | Ocupação de Verão II - Abapirá | Rio de Janeiro, Brazil
Selecionada para participar da exposição coletiva Ocupação de Verão II, com curadoria de Juliana de Moraes Monteiro, apresentei uma pintura que entrelaça narrativas mitológicas e históricas sobre as relações entre corpos femininos e a água, atravessadas por afetos e memórias reais e imaginadas.
Um QR Code integrado à obra conduz a um registro sonoro de mulheres cantando à beira do rio. As vozes atravessam os limites da pintura e transformam o som em corpo, vibração e memória, criando uma experiência sensorial entre imagem e escuta. O gesto ancestral de tecer aproxima essas linguagens e propõe uma poética de continuidade, afeto e reinvenção.
2025 | Antes que Seque - MGV | Rio de Janeiro, Brazil
Antes que seque, exposição individual realizada no Memorial Getúlio Vargas, com curadoria de Thaís Basílio, apresenta a água como matéria, memória e mistério. Entre pinturas e esculturas, a exposição percorre narrativas atravessadas pelo feminino, pela ancestralidade e pela tensão entre vida, perda e transformação. Memórias familiares encontram paisagens inventadas, enquanto corpos, peixes e objetos emergem como vestígios de histórias reais e imaginárias. Em vez de oferecer respostas, as obras propõem um mergulho: uma busca por aquilo que permanece submerso e precisa ser revelado antes que desapareça. Como quem nada contra a correnteza, a exposição transforma a água em território
de lembrança, resistência e reinvenção.
2025 | 100 a 1000 - Galeria Tatoo | São Paulo, Brazil
Selecionada para participar do 100 a 1000, projeto e exposição coletiva idealizado pela Galeria Tato, integrei uma mostra dedicada à ampliação do acesso e da circulação da arte contemporânea.
Realizado há mais de oito anos, o projeto reúne obras de artistas emergentes e em meio de carreira, inspirando-se nos antigos Salões de Arte europeus e brasileiros, nos quais pinturas e outras produções ocupavam as paredes do chão ao teto. Ao aproximar diferentes linguagens, formatos e trajetórias, o 100 a 1000 propõe uma experiência expositiva diversa e acessível, criando novos encontros entre artistas, obras e público.
2025 | Trincheiras da Alma - Largo das Artes | Rio de Janeiro, Brazil
Na exposição coletiva Trincheiras da Alma, com curadoria de Rubens Takamine e colaboração de Viníciux da Silva e Maíra Marques, apresentei uma pintura que investiga o caráter repressivo das responsabilidades sociais e afetivas historicamente atribuídas às mulheres nos espaços domésticos.
Confinada no interior de um freezer, a personagem permanece congelada entre louças, roupas e alimentos. Elementos cotidianos que se tornam vestígios das funções de mãe, esposa, filha e cuidadora. Entretanto, o degelo já começou. Habitando o silêncio com uma fúria contida, o corpo transforma a clausura em denúncia e emerge como território de
resistência.
2023 | O Grande Circo do Patriarcado (G.A.F.S) - Canteiro | São Paulo, Brazil
Exposição coletiva O Grande Circo do Patriarcado, no espaço cultural Canteiro, com curadoria de Talita Trizoli. Doze artistas mulheres, residentes em diferentes regiões do país e com formação/atuação diversas, integrantes do G.A.F. (Grupo de Artistas Feminista) apresentam o resultado de meses de estudos sobre as questões da masculinidade, tema pouco cotejado historicamente por mulheres artistas. Pinturas, desenhos, vídeos, esculturas e instalações materializam os desejos e frustrações relacionadas ao universo da masculinidade, tendo a vivência dessas mulheres como ponto de partida o imperativo binômio de gênero.
2022 | Idolatrada Salve Salve - Fábrica Bhering | Rio de Janeiro, Brazil
No mês anterior às eleições, a coletiva pensa a política, economia e educação no país, além das disputas territoriais e os epistemicídios que acometem as minorias. Os artistas se esforçam para compreender as estratégias de sobrevivência que nossas e nossos ancestrais elaboraram para atravessar as adversidades, a partir de sociabilidades que são desenvolvidas através de ritos: dos afetos que se expressam na visualidade e na materialidade simbólica ou nos detalhes que ganham a dimensão ritualística no cotidiano. Idolatria e salvação. Palavras comuns no léxico da espiritualidade, aqui, reverberam reflexões outras na radicalização da arte.
2022 | Porto ao Porto - Bhering | Rio de Janeiro, Brazil
Porto ao Porto, um projeto-programa realizado em duas edições de exposições, circulando trabalhos de pequeno formato entre os dois países, de modo, a refletir seu trânsito artístico e relações desse “corpo obra”. Em uma mala, do Rio de Janeiro/BR ao Porto/PT, entre 2019 e 2023, com obras de artistas portugueses e brasileiros. Com a curadoria pensada nas proximidades entre campos práticos do artista e curadoria, relacionadas à participação de criação de programações nesses locais. Assim, baseadas na experiencia prévia e possibilitando futuras atividades no espaço.
2021 | Ima(r)gem Feminina - Galeria FBAP | Porto, Portugual
Realizada como parte da investigação desenvolvida durante o Mestrado em Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, esta exposição reuniu trabalhos que interrogam a construção social das imagens femininas e os modos como elas participam da perpetuação de estereótipos, desigualdades e formas de violência simbólica.
Por meio da pintura, da fotografia e de outras experimentações visuais, as obras deslocam representações historicamente produzidas pelo olhar patriarcal e reivindicam o direito das mulheres à construção e ao controle de suas próprias imagens.
2020 | Percepções - Galeria Quadras Soltas | Porto, Portugal
Na exposição coletiva Percepções, realizada na cidade do Porto, Portugal, com curadoria de Pedro Santos Silva, apresentei duas pinturas que investigam estados de incerteza, deslocamento e confronto com o desconhecido.
Em espaços arquitetônicos suspensos sobre a escuridão, figuras solitárias percorrem caminhos instáveis, aproximam-se de passagens e observam vazios que parecem não oferecer respostas. Entre o desejo de avançar e o receio da queda, as obras transformam a paisagem em território psicológico, onde a percepção altera os limites entre realidade e imaginação. O vazio deixa de ser apenas ausência e torna-se espaço de dúvida, escolha e possibilidade.











































































